sexta-feira, 10 de julho de 2009

But everytime you come too close I move away

Hoje gostaria de escrever sobre assuntos que gosto de estudar como marketing e sociedade pós moderna. Mas outra questão está tumultuando meus pensamentos. De certo não deixa de envolver traços do sujeito pós moderno, hoje sinto a necessidade de falar sobre relacionamentos.
Chega a ser bizarro como nos apegamos com pessoas que não nos dão o mesmo valor. Ou então percebemos que estamos perdendo a atenção de alguém e tentamos fazer de tudo para recuperar o carinho e atenção que aquela pessoa tinha por nós. Ainda tem vezes que preferimos nos afastar para não sofrermos depois.
Isso me faz pensar: a que ponto chegamos, como levamos nossas relações interpessoais dessa forma... muitas vezes isso não faz sentindo algum, outras poucas encaramos isso como fuga.
Talvez seja por isso que cada vez menos as pessoas se envolvem sentimentalmente, há menos casamentos 'eternos'. Cada vez mais o verso final do Soneto da Fidelidade, de Vinicius de Moraes, se torna mais fugaz. "Mas que seja infinito enquanto dure". Essa durabilidade nos dias de hoje pode ser um noite, uma ficada e até mesmo menos de dez minutos. O "até que a morte nos separe" simplesmente dissolveu em meio a tanta modernidade.
Claro, existem pessoas que acreditam num amor eterno, num relacionamento duradouro ou até numa alma gemea. Eu não. Custo acreditar que esse ser humano que passa por mais de milhões de mudanças de humor, por mais de zilhões informações diariamente seja capaz de amar e aceitar uma só pessoa por muito tempo.
Há quem diga que isso é só uma proteção que eu construo para me esquivar de um sentimento forte que possa me desestabilizar e evidenciar alguma fraqueza. Talvez. Mas não se pode negar que você nunca acorda e vai dormir no final do dia com os mesmos pensamentos, quanto mais com os mesmos sentimentos.
Foi apenas uma sessão desabafo.

2 comentários:

Fernando Novaes disse...

Belíssimos os textos que vc escreve. De uma transparencia ímpar.

Marcio Kodama disse...

emoooooooooooooooo! haha
sim, eu avacalho!